Sequencia Didatica

TEXTO BASE

MACACO ZOMBADOR

Havia um macaco que adorava pregar peças nos outros bichos.

Se via um coelho, puxava-lhe as orelhas e, fugindo, gritava:

– Ó, orelhudo!

Se se encontrava com a girafa, mangava dela, chamando-a de “pescoçuda”. Gozava do jacaré que, para ele, era “bocudo”; da coruja, que era “zoiúda”; da raposa, que era “peluda”; do papagaio, que era “linguarudo”. Desrespeitava até o rei da floresta, o leão, chamando-o de “cabeludo”.

Os animais resolveram, um dia, dar-lhe uma lição. Convidaram o macaco para participar de uma reunião e o leão explicou:

Na floresta, somos todos diferentes e cada um é um. Esta é a nossa riqueza. Aqui ninguém é mais, ninguém é menos. Somos como Deus nos criou. Se não nos respeitamos, só resta a guerra e não haverá mais paz.

“Sabedoria da vida – histórias que ensinam”

Itamar Vian, Ed. Santuário, pág. 17.

O QUINTAL

(Paulo Roberto / Eduardo França / Carlinhos)


A palavra é uma arma
Quem comanda é o pensamento
Antes de dizer as coisas
Pense ao menos um momento
A agressão está com nada
Abaixo a insolência
Cultive a amizade
O amor é o mandamento

Quem quiser viver em paz

Veja o mundo como amigo

Quem planta o bem em sua estrada

Em seu quintal não falta o trigo

A palavra é uma arma
Quem comanda é o pensamento
Quando é mal empregada
Causa dor e sofrimento
A mentira está com nada
Abaixo aquele que mente
Ninguém nasceu perfeito
O importante é ser decente

CD “Canções para Orar 2”, Paulinas COMEP, 1996, faixa 11 (62332082)

Fonte: http://pazeduca.pro.br/texto/?p=89

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O TEXTO “O MACACO ZOMBADOR”

1) Leitura compartilhada do texto;

2) Conversa coletiva sobre o assunto da leitura;

3) Comparação do assunto da leitura com o bullying (essa floresta poderia ser nossa escola: como você sentiria provocando ou sendo provocado?);

4) Quadro de personagens do texto e como foram provocados:
Coelho = orelhudo
Girafa = pescoçuda
Jacaré = bocudo
Coruja = “zoiúda”
Raposa = peluda
Papagaio = linguarudo
Leão = cabeludo

Você gostaria de ser tratado como esses animais? Por que? Gostaria de ser o macaco? Por que?

5) Fala do leão: respeito como condição para a paz.

6) Em grupos (opcional) escrever sobre alguma violência (provocação, agressão ou ameaça) vista ou vivenciada – sem citar nomes, apenas situações.

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O TEXTO “O QUINTAL”

1) Leitura compartilhada;

2) Canto;

3) Conversa sobre a música;

4) Você sabe usar a palavra? Como você se sente quando alguém te ofende? E quando você ofende os outros?

5) Qual trecho da música chamou sua atenção? Por que?

6) Comente este trecho: “Ninguém nasceu perfeito
O importante é ser decente”

7) Você sabe viver em paz e ver o mundo como amigo? Explique.

8 – Conte uma situação vista ou vivenciada sobre um uso positivo da palavra.

9) Conte uma situação vista ou vivenciada sobre um uso positivo da palavra.

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ESTUDO COLETIVO DA CARTILHA SOBRE O BULLYING

Acesse e copie a cartilha: site do observatório da infância ; arquivo virtual pessoal

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ANEXO:

LEI Nº 14.957, DE 16 DE JULHO DE 2009
(Projeto de Lei nº 69/09, do Vereador Gabriel Chalita – PSDB)


Dispõe sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao “bullying” escolar noprojeto pedagógico elaborado pelas escolas públicas de educação básica do Município de São Paulo, e dá outras providências.


GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 24 de junho de 2009, decretou eeu promulgo a seguinte lei:


Art. 1º As escolas públicas da educação básica do Município de São Paulo deverão incluir em seu projeto pedagógico medidas de conscientização, prevenção e combate ao “bullying” escolar.
Parágrafo único. A Educação Básica é composta pela Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.


Art. 2º Entende-se por “bullying” a prática de atos de violência física ou psicológica, de modo intencional e repetitivo, exercida por indivíduo ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas,
com o objetivo de intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima.
Parágrafo único. São exemplos de “bullying” acarretar a exclusão social; subtrair coisa alheia para humilhar; perseguir; discriminar; amedrontar; destroçar pertences; instigar atos violentos, inclusive
utilizando-se de meios tecnológicos.


Art. 3º Constituem objetivos a serem atingidos:
I – prevenir e combater a prática do “bullying” nas escolas;
II – capacitar docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de discussão,
prevenção, orientação e solução do problema;
III – orientar os envolvidos em situação de “bullying”, visando à recuperação da auto-estima, o pleno desenvolvimento e a convivência harmônica no ambiente escolar;
IV – envolver a família no processo de construção da cultura de paz nas unidades escolares.


Art. 4º Decreto regulamentador estabelecerá as ações a serem desenvolvidas, como palestras, debates, distribuição de cartilhas de orientação aos pais, alunos e professores, entre outras iniciativas.


Art. 5º A Secretaria Municipal de Educação observará a necessidade de realizar diagnóstico das situações de “bullying” nas unidades escolares, bem como o seu constante acompanhamento, respeitando as medidas protetivas estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.


Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.


Art. 7º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 16 de julho de 2009, 456º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 16 de julho de 2009.
CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal

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